sexta-feira, janeiro 14, 2005

Romanceiro Viejo

La mañana de San Juan

"La mañana de San Juan - al tiempo que alboreaba,

gran fiesta hacen los moros - por la vega de Granada.

Revolviendo sus caballos - y jugando de las lanzas,

ricos pendones en ellas - broslados por sus amadas,

ricas marlotas vestidas - tejidas de oro y grana.

El moro que amores tiene - señales de ello mostraba,

y el que no tenía amores - allí no escarmuzaba.

Las damas moras los miran - de las torres de la Alhambra,

también se los mira el rey - de dentro de la Alcazaba.

Dando voces vino un moro - con la cara ensangrantada:

- Con tu licencia, el rey, - te daré una nueva mala:

el infante don Fernando - tiene a Antequera ganada;

muchos moros deja muertos, - yo soy quien mejor librara,

siete lanzadas yo traigo, - el cuerpo todo me pasan,

los que conmigo escaparon - en Archidona quedaban.

Con la tal nueva el rey - la cara se le demudaba;

manda juntar sus trompetas - que toquen todas el arma,

manda juntar a los suyos, - hace muy gran cabalgada,

y a las puertas de Alcalá, - que la Real se llamaba,

los crisitianos y los moros - una escaramuza traban.

Los cristianos eran muchos, - mas llevaban orden mala,

los moros, que son de guerra, - dádoles han mala carga,

de ellos matan, de ellos prenden, - de ellos toman en celada.

Con la victoria, los moros - van la vuelta de Granada;

a grandes voces decían: - -¡La victoria ya es cobrada!"

Palavras

As palavras arrastam consigo histórias extraordinárias e curiosidades do arco da velha. Aqui está uma expressão única e que, só por si, merecia um romance.
A língua inglesa, por exemplo, tem um poder de “sucção” tremendo. Por isso, tantas palavras estrangeiras se misturam com o idioma como se fossem realmente “puras”.
E o próprio falante, o povo inglês, não se parece com mais ninguém. Conhecem mais alguém que conduza pela esquerda, que ache que a onça vale 28,35 gramas, o galão 4,54 litros, que divida a milha em furlongs ( que correspondem a um estádio ), jardas e pés, que chame coach ao treinador e trainer ao preparador físico? Pois é, eles são assim ...
“Boxing Day”, ao contrário do que julgam não quer dizer Dia do Pugilismo. O “Boxing Day” é o dia a seguir ao Natal e é assim conhecido por ser o dia em que as igrejas abrem as caixas ( boxes ) de esmolas para os pobres. No século XIX, numa sociedade conservadora e tradicional, o dia de Natal sempre foi dia de trabalho para a “criadagem”. Na manhã seguinte, tinham finalmente autorização para ir ver a família. Muitos levavam para casa os restos da refeição da véspera, precisamente em caixas de cartão. Aí está, de novo: “Boxing Day”. Nos nossos tempos, a data é sempre dia de futebol e de caça à raposa. Também aqui os ingleses são únicos.
Por mim, já decidi. Quando passar um Natal em Inglaterra e como não tenho dinheiro nem cavalo para andar atrás das raposas, irei a Villa Park ver jogar o Aston Villa. É que nisto, como em tudo, há o Natal dos ricos e o Natal dos pobres ...

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Glória





desportiva portuguesa: Cavém.Muitos tentaram sê-lo, ele conseguiu!!

terça-feira, janeiro 11, 2005

Dupla Personalidade



parece ter o Presidente. Então quando precisou das maiorias através de acordos e negociações para subir às Presidências da Câmara de Lisboa e da República não se lembrou das vantagens das maiorias absolutas? Então uma das virtudes da democracia não é precisamente a necessidade dum maior envolvimento de todos? É feia, mesmo muito feia a forma como este senhor termina o mandato. Independência relativamente aos partidos? Está bem, está... Por vezes, é difícil despir a camisola...


sexta-feira, janeiro 07, 2005

Tragédias

Haverá alguma compreensível?





terça-feira, janeiro 04, 2005

Eduardo Serra

viu finalmente reconhecido o seu trabalho cinematográfico. Foi injusto não ter recebido o Óscar no seu melhor trabalho.

Em Espiral

está o Mundo.



Museu do Vaticano, 18-08-2004


segunda-feira, janeiro 03, 2005

O Tesouro de Arafat

A recente morte de Arafat trouxe à superfície a velha questão dos donativos feitos para causas ditas “humanitárias”. Arafat trazia sempre consigo um caderninho que continha os números de acesso às contas bancárias daquele que é chamado como o “tesouro da OLP”.
Citando a insuspeita Forbes, o Jornal francês Le Figaro coloca a personagem em sexto lugar na categoria das famílias reais e dirigentes, com uma fortuna que ultrapassa os 300 milhões de dólares, qualquer coisa como 390 milhões de euros. Segundo o FMI, entre 1995 e 2002 “desapareceu” a insignificante importância de 900 milhões de dólares que teriam como destino as empresas estatais ligadas à importação de cimento, farinha ou petróleo para a Palestina.
De acordo com as autoridades israelitas, existem funcionários cujo trabalho a Autoridade Palestiniana paga com dinheiro europeu e que, fora do exercício das suas funções, se dedicam a práticas terroristas. Dinheiro europeu significa o “nosso” dinheiro e é legítimo pensar que um chefe guerrilheiro com uma vida tão agitada não pode acumular tantos recursos de uma maneira legítima.
Evidentemente que tais recursos económicos nunca servirão para desenvolver negociações sérias com vista à paz. Sem qualquer espécie de controlo, esses meios permitirão financiar operações militares, actos terroristas ou mais corrupção ainda. E tudo leva a crer que uma grande parte desse tesouro tenha saído dos bolsos dos contribuintes europeus. Oxalá as autoridades policiais e judiciais francesas aproveitem a ocasião para esclarecer o caso.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Bom Natal

e não se deixem enganar.



terça-feira, dezembro 21, 2004

Animada

é como vai a República: demissões, jantares, acções de pura propaganda demagógica, tensão alta, apito dourado...



sexta-feira, dezembro 17, 2004

Nova Maravilha

do Mundo. E vem de França.


quinta-feira, dezembro 16, 2004

As Peles Pisadas

Frequentemente, lá aparecem umas modelos à porta de grandes armazéns de Lisboa protestando contra a venda de casacos de peles. Os cartazes dizem sempre qualquer coisa como: “Eu prefiro andar nua do que usar peles”. Alguém podia dizer às criaturas que o frio pode ser terrível e se todos se despissem quando não concordam com alguma coisa, bem podem o Adão e a Eva sentir-se injustiçados.
Elas despem-se porque gostam de animais, por causa da fome em África, enfim, por mil e uma razões. Sinceramente , preferia que dirigissem a sua atenção e preocupações para as meninas modelos cujo ritmo de vida as impede de prosseguir estudos, de viver com a família; para as dietas loucas e outros “tratamentos” que essas meninas recebem para ficarem com as medidas exactas; para a exploração feita pelos donos das agências; para as falsas expectativas criadas a milhares de adolescentes pelas escolas de modelos; etc.
E os homens? Por que razão os homens, modelos ou não, não aparecem nestas acções de rua? Servirão eles para explicar a justiça das causas que elas apoiam, colocando o rabo ao léu por não saberem fazer mais nada?
Finalmente, registe-se o facto dos casacos de peles, devidamente pisados e pintados com spray, serem oferecidos ao povo afegão e aos sem-abrigo portugueses. Se existir relação, só pode ser uma: perto das estrelas da imagem e do esplendor das luzes, os sem-abrigo e o povo afegão vivem ainda na pré-história. Estão por isso perdoados e merecem um rebuçado. Pois.
Julgo é que os afegãos e os sem-abrigo prefeririam que lhes enviassem as próprias modelos. E aqui para nós, isso é que era.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

'Biografia' de Nuno Júdice

Biografia


Incorreu no desejo, no pecado melancólico
do amor, no gozo do instante que o tempo
apaga. Cedeu às espumas abstractas da vida
a solidão herdada da noite. Entrou num rio
de palavras difusas, abandonando a segurança
das margens.

Conheceu o pálido reverso dos rostos;
acordou corpos dos quais só lembra um frio
de sombra; viu a destilação da ausência
nos sentidos que o outono entorpece, in-
diferente, na expectativa dos júbilos
primaveris.

Na estação que traz de vota a fúnebre
rapariga, no entanto, algo correu mal. Não
marcou o despertador para a hora certa; não
ouviu o nome que assinala o reconhecimento
dos amantes. Dormira pouco a noite passada;
distraíra-se.

Sobrou-lhe de tudo isto um resíduo de
canto: revelação de um eco de voz sem a
opacidade de lábios, súbita como a imagem
de uns cabelos antigos
no vazio do verso.




terça-feira, novembro 30, 2004

Indiana Jones das Palavras

Numa demorada incursão pelos jornais americanos surge um nome desconhecido: David Shulman. O nome do senhor aparece na página da necrologia e diz-nos que se tratou de um autêntico Indiana Jones. Ele caçava tesouros mas não aqueles em que estamos a pensar. Durante setenta anos, Shulman frequentou diariamente a Biblioteca Pública de Nova Iorque. Os tesouros estavam lá à sua espera. Palavras.
Ele não nos deixa cabeças de animais expostas nas paredes nem o cálice do Santo Graal num mostruário de museu. Shulman perseguia os neologismos, dava-lhes uma história e entregava-os prontos a serem colocados nos dicionários. Jesse Sheidlower, editora do Oxford English Dicionary afirma que “ele deixou incontáveis contributos”.
Os americanos ficam a dever-lhe que imensas palavras ou expressões passassem de modas simples e corriqueiras a verdadeiras estátuas da língua. Exemplos: “hot-dog” e “Big Apple”. O cachorro quente tem uma história contada em livro de que Shulman é co-autor. “Big Apple” é um termo que a entidade de turismo norte-americana oficializou em 1971. Há até um filme dos anos 60 com Bette Davis, em que ela era uma vagabunda que vendia maçãs verdes e estas já eram o símbolo da grande cidade. Mais antiga ainda é a referência na anedota do imigrante acabado de chegar ao porto de Nova Iorque, com poucas moedas no bolso. Apesar disso, comprou uma maçã, com a vontade de vencer na vida não a comeu, limpou-a bem, vendeu-a pelo dobro, comprou duas, limpou, vendeu, comprou a dobrar, e assim por diante, até que estando com 1 048 576 maçãs, um tio rico morreu e deixou-lhe vários milhões de dólares. Que melhor relação entre a maçã e o êxito financeiro?
Nos velhos discos de jazz e no calão da música, já nos anos 30 havia gente que se referia a Nova Iorque como “A Grande Maçã”. Shulman desenterrou um livro publicado em 1909 em que estava escrito: “O resto do país pensa que a “Big Apple” tem uma parte desproporcionada na importância nacional”.
Esta referência pôde assim entrar nos dicionários mas muitas outras tiveram esse privilégio graças ao trabalho infatigável de Shulman. O jeito que ele daria em Portugal.

segunda-feira, novembro 29, 2004

Da Poesia

Di poesia


Non hai forse già riempito
Tutto l'eserciziario?
Come radice nel suolo di ghiaia
Il vero labirinto ti sta dentro,
E se non ha nome cervello
Si chiama l'intestino:
In povere parole,
Storia o sartoria?
Ma infine anche Alice's sister
Vede il sogno.



© 2002 Franco Buffoni

quarta-feira, novembro 24, 2004

Apenas uma Sílaba

A Sílaba


Toda a manhã procurei uma sílaba.
É pouca coisa, é certo: uma vogal,
uma consoante, quase nada.
Mas faz-me falta. Só eu sei
a falta que me faz,
Por isso a procurava com obstinação.
Só ela me podia defender
do frio de janeiro, da estiagem
do verão. Uma sílaba.
Uma única sílaba.
A salvação.




Eugénio de Andrade

terça-feira, novembro 23, 2004

Um Poema de Fiama

CANTO DOS LUGARES

Tantas vezes os lugares habitam no Homem
e os homens tantas vezes habitam
nos lugares que os habitam, que podia
dizer-se que o cárcere de Sócrates,
estando nele Sócrates, não o era,
como diz Séneca em epístola a Hélvia.

Por isso cada lugar nos mostra
uma vida clara e desmedida,
enquanto o Tempo oscila e nos oculta
que é curto e ambíguo
porque nos dá a morte e a vida.

E os lugares somente acabam
porque é mortal cada homem
que houve em si algum lugar.

Soares e Bush

Qualquer político, em qualquer lugar, gostaria de ter obtido a vitória que Bush obteve. Ela foi expressiva e transparente, foi obtida a partir de fortes convicções e não vergou ao politicamente correcto da política externa e dos costumes. Ele teve o maior número expresso de votos que alguma vez elegeram o Presidente dos Estados Unidos e o seu partido alargou a maioria no Congresso e no Senado.
De nada valeu a opinião veiculada pelos media e claramente favorável a Kerry. Os americanos souberam destrinçar entre a opinião que lêem e a opinião que têm e que vão construindo ao longo do tempo.
Aqui no rectângulo, foram muitos os que declararam ir votar Kerry. Foi pena não o terem feito, talvez assim o resultado fosse mais equilibrado. Ao mesmo tempo, o interesse e a participação demonstrados pelo povo americano confirmaram aos mais desatentos uma sociedade responsável, que sabe o que quer e desmente essa falsa ideia de um povo inculto, desinteressado e egocêntrico.
Na semana que antecedeu o acto eleitoral, no programa “Prós e Contras”, Mário Soares definiu Bush como um fanático religioso que está convencido de que fala com Deus e julga estar a cumprir uma missão na Terra. Perante esta opinião só podemos ter duas atitudes: ou ele acredita no que disse e merece um rápido acompanhamento médico ou então trata-se de uma desonestidade intelectual numa pessoa que se julga uma sumidade internacional, especialmente quando se coloca contra a política externa norte-americana. É preciso lembrar aos “esquecidos estratégicos” que o senhor em causa foi vencido na eleição para presidente do Parlamento Europeu por uma senhora completamente desconhecida, vítima ainda por cima de comentários infelizes e machistas por parte de Mário Soares. Felizmente que no presente outros foram capazes de ascender aos mais altos cargos políticos europeus. Podemos estar contra uma Administração americana, discordar das suas políticas e desejar a sua derrota eleitoral; não podemos é difamar, distorcer factos e mentir sobre as pessoas.
Por favor, ajudem-no a terminar a sua carreira com dignidade.

segunda-feira, novembro 22, 2004

As Scuts

A questão das Scuts é demasiado importante para passar em claro no nosso meio. Evidentemente que, quando se trata de pagar algo que até ao momento é gratuito, se trata de uma medida impopular e problemática. Contudo era bom que todos discutissem o assunto de forma séria e evitassem o folclore das manifestações que acabam em fiasco.
Durante uns tempos lançou-se a ideia que havia almoços grátis. Tudo era facilidade e quem viesse depois que tratasse do assunto. Não há modo mais agradável de fazer política: temos uma situação estável, podemos fazer umas flores, assumir uns quantos compromissos porque quando vier a conta, já cá não estaremos… Foi desta maneira que começou a questão das ditas Scuts: elas foram construídas por privados com a promessa de que o Estado lhes pagaria ao longo dos anos. Quer isto dizer que antes, quando tínhamos uma boa situação económica, não havia dinheiro para essas obras, pelo que o governo da altura, liderado por Guterres, inventou uma engenharia financeira que lhe permitia apresentar ao eleitorado obra feita, passando a factura para orçamentos futuros. Façamos uma pausa para, distanciados que estamos já alguns anos, avaliar este comportamento. Como apelidá-lo? Irresponsável, interesseiro, cínico… O que as mentes superiores esperavam era que o crescimento económico gerasse receitas públicas suficientes para que o encargo das “portagens virtuais” fosse suportado pelos futuros orçamentos.
A verdade é que o mundo não se resume a auto-estradas. E havendo outras áreas onde investir, é perfeitamente natural e justo que os seus utilizadores as paguem, sobretudo em zonas onde existe mais do que uma alternativa de percurso.
Logicamente, muitos portugueses protestarão. Muitos mais do que os que participaram na manifestação em Castelo Branco. Convinha talvez que avaliassem a situação e soubessem a que porta bater para pedir responsabilidades. Foi aliás esclarecedor a ausência do senhor Cravinho quando chamado à comissão de inquérito na Assembleia da República. Consciência perturbada? Não havia necessidade…
A vida é mesmo assim: não há almoços grátis e são certas formas de fazer política que dizem tudo sobre os seus autores.

sexta-feira, novembro 19, 2004

Os anti-sistema

O Euro trouxe o sentimento patriótico e a confiança. Durante uns dias, orgulhámo-nos de ser portugueses, falámos bem de nós, estivemos nos títulos dos jornais de todo o mundo. Mostrámos que somos homens e mulheres fantásticos, capazes de obras meritórias, tantas vezes esquecidas por décadas de coisas pequeninas. Quando não existe inveja, calúnia ou tráfico, qualquer que ele seja, Portugal tem valor e apetece cá viver.
E a outra face da moeda? Quem são os outros? Encontramo-los todos os dias e vivem à sombra do poder da altura, qualquer que ele seja. Ocupam todas as profissões e prometem tudo o que não é seu para dar. Vivem à conta dos impostos que não pagam e anunciam-se como “anti-sistema”. Podem ser gordos ou magros, altos ou baixos. Todos os conhecem por não ter qualidades. Triunfam através de expedientes, pisam quem se lhes atravessa no caminho, são mesquinhos e invejosos. Andam acompanhados por cães ferozes que pretensamente lhes dão um ar de seriedade que um qualquer curso superior não conseguiu. O emprego serve apenas para ir buscar o vencimento no final do mês. Aí não são nada “anti-sistema” e contam as notinhas como os outros. Não fazem nada especialmente bem. Escrevem português com erros, falam convictamente do que ignoram e criam mau ambiente onde quer que estejam. Ninguém gosta deles mas não têm a coragem de os pôr na ordem porque os temem. Odeiam a qualidade, invejam e caluniam o sucesso dos “apagados” que estão na mesa do lado. Millôr Fernandes dizia a propósito deles que não fora o seu passado duvidoso e o futuro incerto e ainda poderiam ir longe na vida. O problema para nós é que, em Portugal, até vão: a preguiça alheia e o tráfico, seja ele qual for, permitem-lhe ser director de alguma coisa ou dinamizar um projecto. Iguais a si próprios e manifestamente incompetentes, tiranizam todas as equipas a que pertencem e humilham os verdadeiros competentes. Eis a coroa de glória: o pretenso “anti-sistema” chega a ser condecorado pelo que nunca fez. Como não tem vergonha e ignora que nada fez, deixa andar e aceita o que não merece. A seu lado, o cão feroz ri na sua irracionalidade.
E aí está a outra face dos portugueses que explica as suas insuficiências: os prémios que se atribuem a esta gente sem qualidades.