segunda-feira, julho 25, 2005

Será verdade...

que a esquerda portuguesa é original, refrescante, inovadora, surpreendente, diversificada, lúcida e está sempre virada para o futuro ?

que, caso ganhe as eleições, Soares vai acumular a reforma de Presidente da república com o ordenado de Presidente da República ?

que Soares tenha declarado em Dezembro de 2004: "Basta, não assumirei mais cargos políticos." ?

que Sócrates vai alterar radicalmente a idade da reforma ?

que Veiga Simão substituirá em breve a ministra da Educação ?

que Scolari não confirma nem desmente a chamada de Eusébio à selecção ?

que Sampaio se candidatará à Presidência da República em 2030 ?

que a Ota vai para a frente "por causa dos terrenos" ?

que Diana Andringa tenta provar não ter havido assaltos nos comboios da Linha de Sintra ?

Trapalhadas

Foram tantas neste último mês...

quinta-feira, junho 30, 2005

Os Quinhentos

Escrito por Eduardo Pitta em daliteratura.blogspot.com


No momento em que a SIC Notícias deu o «directo», a perplexidade foi geral. Um arrastão na praia de Carcavelos? Envolvendo 500 indivíduos? O que é um arrastão...? Explicada a natureza do arrastão, a televisão, o mais que conseguiu, foi entrevistar banhistas que «não tinham» visto nada, e um empregado de bar, ou coisa parecida, que relatou vagamente o sucedido, referindo «centenas de pessoas». Percebeu-se logo que dizia «pessoas» para não dizer negros. Entalada entre o Forte de São Julião da Barra e a Ponta da Rana, a praia de Carcavelos tem um areal generoso: quilómetro e meio de ponta a ponta, cem metros de largo em dois terços da extensão. É a maior praia da linha do Estoril, só ultrapassada na região de Lisboa pela Costa da Caparica. Cabe lá muita gente: 30 mil banhistas foi o número apontado para essa tarde. Era o feriado do 10 de Junho, o dia estava tórrido. Não sei se o número é exacto. Sei que bastava metade desse número para impossibilitar, repito, impossibilitar, uma «maratona» de 500 indivíduos. Quinhentos indivíduos é o equivalente a quatro companhias do exército, ou, se preferirem, o equivalente a um batalhão (4x125). Ninguém, nos media, parou um minuto para pensar na evidência: o gang era um batalhão... Com o areal coberto, como é que um batalhão atravessa a praia? Passa por cima. À bruta. E ninguém reage? Afinal de contas, o arrastão não é uma dança de salão. O método não era de excluir. Mas como de tudo resultaram três feridos (um polícia, uma mulher que cortou o pé esquerdo num caco de vidro, e uma rapariga que levou uma cacetada por engano), um queixoso (um emigrante do Leste que ficou sem o fio de ouro), e três ou quatro detenções sem consequência, temos de concluir que foi um curioso arrastão. Tão curioso que os 500 indivíduos desapareceram todos num ralo. Já tínhamos a inventona, agora temos também a arrastona. Até aqui tudo releva do «disparate»: inépcia jornalística, contra-informação, etc. No dia seguinte, a BBC e a CNN mostraram imagens da polícia no areal, arma em riste, e grupos de rapazes negros. Mais histerismo. Anteontem os 500 já eram 70, e hoje parece que são «perto de 40». O busílis não é o arrastão. O busílis é que o arrastão chegou ao Parlamento num tom que não prenuncia nada de bom: «500 delinquentes negros», adjectivos fortes, etc. Aquilo que parecia uma «manobra» falhada (muito mal explicada pela polícia), uma «manobra» que os media «venderam» sem se dar ao trabalho de tentar juntar as pontas soltas, ganha contornos extremamente inquietantes. O pior é que pode ser um ponto de não-retorno.

quarta-feira, junho 22, 2005

Haverá país como este?


(Clicar na imagem)

ESTA imagem continua actual, cinco anos depois.

Foi-me enviada com a seguinte explicação:

«Fui recentemente aos Correios na Baixa de Lisboa e fui atendida por uma dessas novas funcionárias dos Palops. (...) perguntou o nome para colocar no recibo.

Sem dar importância, disse-lhe que deixasse em branco. Agora poderão ver (...) o que a funcionária escreveu no local do meu nome.

Maria Orlanda da Fonseca Rodrigues»



A sociedade actual...

"Dois amigos passeiam numa floresta. De súbito, ao longe, um tigre avista-os e avança na sua direcção.

Rapidamente, um deles abre a mochila, tira um par de ténis, e começa a calçá-los.

«Pensas correr mais depressa do que o tigre por causa desses ténis?!» - pergunta o outro, a tremer.

«Não, só quero é correr mais depressa do que tu»

segunda-feira, junho 13, 2005

Arrastão

Para ler com atenção o post de Pacheco Pereira e o comentário de Miguel Morujo.

"DAS DUAS, UMA

Ou a polícia está completamente cega quanto ao que se passa em certos bairros de Lisboa e não tem um informador sequer que a previna de algo que mobilizou quinhentas pessoas, ou seja que milhares souberam com antecedência; ou toda esta história está mal contada e não são quinhentos, nem foi combinado, e alguma coisa aconteceu na praia que não aparece nos jornais. Há uma terceira hipótese que me parece tão absurda que a recuso: a polícia sabia e não fez nada.

O ministro tem muitas explicações a dar e depressa."

José Pacheco Pereira

*

"Sobre o seu post «Das duas uma» e lendo o DN, parece de facto que a história não foi bem contada, pelo menos nas televisões:

«O pânico gerou-se ontem ao início da tarde na praia de Carcavelos, quando centenas de indivíduos, em bandos, começaram de repente a assaltar e a agredir os banhistas. [...] Os distúrbios terão tido início quando uma bando roubou um fio de ouro a um imigrante de Leste, espancando-o, contou ao DN Bruno Marques, um dos banhistas presentes no local. Esta situação foi testemunhada pela responsável de um café da zona, que logo fechou o estabelecimento e chamou a polícia. O tempo de chegada das forças de segurança, ainda que curto, foi suficiente para que, como que por simpatia, outros bandos que ali tomavam banhos de sol aproveitassem a oportunidade para tentar a sua sorte. Gerou-se, então, o caos. Várias crianças perderam-se dos pais, com os bandos a assaltarem quem estivesse mais a jeito, agredindo os que ofereciam resistência.
Nada fazia prever que aquela onda de violência surgisse tão de repente. De acordo com fonte policial, os bandos eram banhistas que, aliás, são frequentadores habituais daquela praia. "Reagiram por simpatia ao verificarem a oportunidade", contou. Não houve, portanto, nenhum assalto organizado à praia, nem qualquer estratégia concertada entre gangs. "A pólvora estava lá e bastou que alguém acendesse o rastilho", explicou o interlocutor do DN.»

De facto, é "interessante" que nenhuma televisão, nas reportagens que vi, tenha colocado ênfase à aparente espontaneidade do "arrastão". E mais: que não houve assalto organizado..."

Miguel Marujo

Reprise!!!

Eu já sabia que isto ia acontecer

Que Tragédia!!!!

O tacho, qual tacho? GALP? Glup

terça-feira, junho 07, 2005

"O Cobrador de Impostos"

«Deixa-me dizer-te como é que vai ser:

É um para ti, dezanove para mim,

Porque eu sou o cobrador-de-impostos.

Se 5% te parece pouco,

Agradece eu não te levar tudo.

Se guias um carro, eu taxo-te a rua;

Se tentares sentar-te, eu taxo-te o assento;

Se tiveres frio, eu taxo-te o aquecimento;

Se fores dar uma volta, eu taxo-te os pés,

Porque eu sou o cobrador-de-impostos.

Não me perguntes para que é que eu os quero,

Se não queres ainda pagar mais;

Agora, o meu conselho aos que morrem:

Declarem o valor dos vossos olhos,

Porque eu sou o cobrador-de-impostos

E é só para mim que vocês trabalham,

O cobrador-de-impostos."

The Beatles, 1966

segunda-feira, junho 06, 2005

Referendo Francês

Para ler com atenção a opinião de Jacques Attali no L'Express de 06 / 06 / 2005.

"Notre pays ne pourra rester deux ans de plus dans une double précarité - économique et politique - sans dommages irréversibles


Voici qu'à la précarité sociale, qui a provoqué le refus de la Constitution européenne, le président répond par la précarité politique, qui pourrait un jour entraîner le refus de la République.


Le marché, fondé sur la liberté de choix des acteurs économiques, entraîne la réversibilité de leurs décisions et provoque la précarité des emplois, des implantations industrielles et des placements financiers. En poussant, par le jeu de la concurrence, à l'innovation, le marché transforme même cette précarité en une tyrannie du neuf, qui s'installe peu à peu dans tous les domaines de la vie économique, sociale, culturelle et privée. Et, au total, la précarité n'est donc plus un effet secondaire de la mondialisation, mais bien l'autre nom de la liberté. En étant incapables de mettre en place des moyens d'en protéger les peuples, les gouvernants poussent les électeurs à accepter d'échanger des libertés contre de la sécurité. Ainsi, ce n'est pas un hasard si les moins diplômés, c'est-à-dire les moins bien préparés à supporter le changement, ont voté non au référendum. Ni si les rares régions où le neuf est encore synonyme de progrès ont voté oui.


La démocratie, fondée sur la liberté de choix des électeurs, installe la précarité des gouvernants et ajoute à l'incertitude des gouvernés. Aujourd'hui plus encore, en France, à un moment où, plus que jamais, le pays a besoin qu'on lui montre la route vers une liberté protégée, voici que la politique se réduit à une lutte à mort entre les deux meilleurs talents de la droite et entre les meilleurs espoirs de la gauche.


Ce n'est donc pas non plus un hasard si les citoyens les plus menacés de précarité économique votent pour ceux, extrémistes de gauche comme de droite, qui laissent entendre que la précarité pourrait disparaître avec la fermeture des frontières et la réduction des libertés.


Notre pays ne pourra rester deux ans de plus dans cette double précarité sans dommages irréversibles, c'est-à-dire sans ouvrir un boulevard à une alliance brun-rouge, même si celle-ci se déguise en bleu ou en rose.


Afin d'éviter cela, il serait urgent que la classe politique se mette au travail pour proposer au pays des programmes permettant de maintenir le goût du risque tout en protégeant contre ses effets les plus pervers. Cela passe par des réformes très audacieuses, touchant à la pratique démocratique, à l'émergence de nouveaux champs d'économie hors marché, par la mise en place de mécanismes efficaces et justes de protection contre les risques du chômage et par l'incitation à la reconversion et à la création d'entreprises individuelles. Cela suppose, par exemple, qu'un chômeur se voie reconnaître un statut de travailleur s'il accepte de recevoir durablement une formation qualifiante, aussi exigeante et rémunératrice qu'un emploi.


Il y faudrait pour cela du courage et du temps. Deux des denrées les plus rares, par les temps qui courent."

quinta-feira, maio 26, 2005

Agradecimentos de um Benfiquista

Gostaria de AGRADECER:

- A todos que enviaram imagens de sofás e cadeirões, dizendo: "Queres ser campeão? Então espera sentado". Foi um bom conselho. Isso de esperar 18 ou 19 anos dá experiência nestes assuntos;

- A todos os que enviaram avisos sobre possíveis doenças transmissíveis pelo "mofo" acumulado desde 1993. Não se preocupem, pois Portugal já passou epidemias bem piores, nomeadamente os 18 e 19 anos acima referidos. Mas como o agradecimento é sincero, fica uma sugestão: RENNIE ou KOMPENSAN para a azia;

- A todos os que enviaram o aviso que tinham problemas na versão Word 1.0 de 93/94 e não conseguiam escrever "Benfica Campeão". A grande maioria dos portugueses reportaram o facto à Microsoft, a qual desenvolveu a aplicação "1 a 0" versão 04/05, pelo que já podem escrever as tão desejadas palavras, porque não irá ocorrer de novo qualquer problema;

- A todos que enviaram o vídeo do Gato Fedorento, "O adepto do Benfica". É um grande momento de humor. Embora continuemos a querer ganhar por "quinje a jero", conclui-se mais uma vez, que não é necessário ganhar com algumas goleadas para ser campeão (a outra foi na longínqua época do treinador John Mortimore);

- A todos os que enviaram menus de restaurantes com "Salada Russa", após a eliminação do Benfica pelo CSKA (tivemos azar...apanhamos os russos no início da UEFA, houve quem tivesse mais sorte e só apanhou no fim). Esqueceram-se que a referida salada se serve fria.

Gostaria, ainda, de AGRADECER:

- Ao Ricardo, por ser benfiquista e nos fazer rir muito, com as suas actuações. É sem dúvida, dos melhores em Portugal;

- Ao facto do Mourinho ter saído do FCP. Foram menos 20 pontos, em relação à época passada. De facto, um grande treinador, que transforma o mediano em óptimo;

- Ao Pitbull, ao Leandro, ao Areias, ao Leo Lima, ao Fabiano Fabuloso, ao Pepe, ao Claudio, ao Del Neri e ao Luis Fernandez;

- Ao Trapattoni, que nos fez ganhar o campeonato, mesmo piorando 9 pontos, em relação ao ano passado. Isto apesar de termos sido eliminados da UEFA pelo vencedor desta prova, para quem não sabe, o CSKA ("a melhor equipa que defrontámos esta época");

- Ao Peseiro, pela frase acima referida;

- Aos russos que, a 18 de Maio, gritaram "Viva o Benfica";

- Ao Luisão que, em Janeiro, após derrota com o Beira-Mar afirmou: "Em Maio vamos ver quem festeja!". Ele tinha razão. Foi o marcador de um dos golos mais decisivos dos últimos tempos;

- Ao fantasma da Luz, que após ter feito um penalty sobre o Jardel, na época 2001/2002, redimiu-se e fez a falta sobre o guarda-redes do Sporting, no dia 14 de Maio, na Luz;

- Ao Manolo Vidal (que considerou legal o golo do Benfica) e ao Soares Franco, que afirmou: "Não temos nada a reclamar em relação ao golo." [declaração logo após o jogo da Luz]. Finalmente, alguém que conseguiu tirar o filtro verde do televisor;

- Ao Pampilhosa, por não estar na Taça de Portugal, na altura em que se disputava a 33ª Jornada, o que impediu novamente a "limpeza" de cartões amarelos (alguém poupou 15000 euros);

- À Bandeira de Portugal, que nos vai emprestar as Quinas para os equipamentos;

Só para não haver confusões: quando falo no Ricardo, estou a referir-me ao Ricardo Araújo Pereira.

terça-feira, maio 24, 2005

Madeleine Peyroux

é a voz do momento. Tão boa como como Diane Krall e Norah Jones. Careless Love é o seu último disco. A recomendar, claro!!

domingo, maio 22, 2005

"E PLURIBUS UNUM"

Este título também é teu, Miki!!


Benfica Campeão




sábado, maio 14, 2005

A força da televisão...

...é tal que nos impõe tiques e manias. “Eles falam, falam mas não dizem nada” é apenas um exemplo mil vezes repetido à nossa volta, tanto como há uns tempos atrás o “Tô Xim”. Goste-se ou não, a criançada assumiu o famoso “Dahh!!”. “Isto” é o que diz um garoto cheio de gel na cabeça, sentado na sala de aula. “Dahh!!” significa “só” que o interlocutor não percebeu nada do que ele acabou de dizer. A tradução de tal expressão é algo como: “És mesmo estúpido!”. Um pormenor: a tal criança com gel na cabeça e sentado na sala de aula dirige o seu “Dahh!!” à professora dos Batanetes, a série da TVI, e ao professor do programa Zero em Comportamento, na SIC.
Tal expressão é mal-educada mas, desde as Lições do Tonecas, os professores são personagens constantemente colocadas ao ridículo. Mesmo as instituições privadas como o Colégio da Barra em Morangos com Açúcar, na TVI, os adolescentes discutem alto os seus problemas pessoais e ignoram a matéria que os docentes tentam transmitir. Cada vez mais se ouve o “Dahh!!”, cada vez existem mais insultos e agressões físicas. Preocupante? Os miúdos copiam tudo e naturalmente repetem o que se vê e ouve na televisão. Recentemente, estreou uma novela na TVI onde há um rapaz que usa gel na cabeça ( simples coincidência? ) e inferniza a vida da mãe porque esta não lhe dá o telemóvel, as sapatilhas ( deve dizer-se tennis ) e tudo o que os colegas têm e ele não. Por isso, ele é mal-educado, fala com maus modos e sai porta fora quando as coisas correm mal. Percebem agora a razão pela qual ninguém cumpre prazos, se chega atrasado aos compromissos assumidos e não se desliga o telemóvel num evento público, mandando às urtigas os direitos dos outros?

Adopções e Justiça

Notícia do Expresso de 9 de Abril: “O Tribunal de Vila Franca de Xira decidiu esta semana, novamente, retirar uma criança à família ‘adoptiva’ com quem vivia há cinco anos, para a entregar à mãe biológica.(...)Desta vez, o juiz nem sequer considerou a declaração da mãe biológica (...) de que não podia manter os filhos, preferindo que ficassem com as famílias ‘adoptivas’”. Qualquer repetição da leitura deste texto não retira a perturbação que ele arrasta.
Poderá considerar-se natural o facto de se retirar uma criança à família que ela considera a sua sem que o juiz ouça essas famílias e os respectivos advogados? E se a própria mãe confessou não ter condições para ficar com a criança, o que se pretende ao entregar-lha? Revelará bom senso a decisão de deixar a criança à guarda duma instituição? E o que se quererá dizer quando se determina que a dita instituição deve criar condições para que a criança possa ficar com a mãe? Alguma coisa ou alguém poderão criar um agregado familiar por decisão do tribunal? Fazer e desfazer famílias parece ser uma simples brincadeira.
Esta decisão retrata bem o estado dos processos de adopção em Portugal. Mais do que isso, revela o poder desmesurado dos meretíssimos juizes em contraponto com a simples obediência a que estão sujeitos famílias, crianças, instituições e os seus advogados. Um juiz pode determinar que uma criança não vai ver mais as pessoas a quem chama “pai” e “mãe”. Inclusivamente, pode até proibir a criança de se despedir deles. Pode até, com a sua decisão, obrigar uma criança a não ir à escola, como aconteceu com este caso.
Mas pasmem com este conceito de “justiça”. Ainda no mês de Abril, um condutor, que circulava em excesso de velocidade e atropelou mortalmente uma criança, foi condenado a uma multa de 5.000 euros e à suspensão da carta por quatro meses. Ao mesmo tempo, um cidadão que não conseguiu pagar uma multa de 135 euros, devido a graves problemas de saúde que o afectam, foi condenado a 30 dias de prisão. Os juizes viverão isolados e rodeados pelos seus códigos ou habitarão o nosso mundo?
Valerá a pena procurar novos consensos em matérias judiciais? Deveremos continuar a discutir os direitos dos cidadãos? Como é possível condenar à cadeia uma pessoa por não ter conseguido pagar por inteiro os 135 euros de uma multa, apesar de ter proposto o pagamento em prestações?
Passando para a área criminal a situação não é melhor. Quantos julgamentos não são anulados por erros “processuais”? Alegadamente, o comportamento do juiz-conselheiro Joaquim Almeida Lopes no caso Fátima Felgueiras, tal como o do outro senhor juiz que comemorou efusivamente de cachecol ao pescoço o último resultado eleitoral do Partido Socialista, é ou são, no mínimo, inquietante(s). No primeiro caso e segundo gravações obtidas pela PJ e transcritas pela imprensa, o juiz-conselheiro pedia a Fátima Felgueiras que o avisasse rapidamente caso o então secretário de Estado da Administração Local, José Augusto Carvalho, ordenasse uma auditoria à autarquia. O diálogo é particularmente sugestivo, ora leiam: “Porque eu vou procurar dar um golpe de rins a ver se ainda consigo evitar. Como fiz da outra vez há dez anos, percebes?” Perceber, não percebemos mas registamos e registamos também o facto de o vice-procurador-geral da República ter mandado arquivar o inquérito sobre o juiz-conselheiro Joaquim Almeida Lopes. A explicação para tal facto seria anedótica se não fosse trágica e tortuosa: como o crime de favorecimento pessoas (cuja pena máxima é de três anos) não prevê a utilização de escutas telefónicas como meio de prova, estas não podem ser utilizadas. Ora tomem!

quinta-feira, maio 12, 2005

Festa de Bloggers

Dia 21 de Maio, depois da meia noite, no Teatro Taborda, na encosta do Castelo de São Jorge. O convite é do blog O Código de Santiago.

quarta-feira, maio 11, 2005

segunda-feira, maio 09, 2005

Princípios Básicos Para Se Perceber Portugal

segundo José Pacheco Pereira.


É muito pequeno.

É bastante pobre.

É muito periférico.

Somos todos primos uns dos outros, logo a democracia é difícil.

Os bens são escassos, a competição pelos bens é muita.

Dada a escassez dos bens, a inveja está muito socializada.

A ignorância é muita.

A abundância da ignorância acentua nas novas gerações a tendência adâmica de pensarem que o mundo começa com eles.

Efeitos do adamismo : o número de pessoas que pensam estar a arrombar portas, que já estão abertas há muito, é elevado. O alarido que fazem ao passarem pelas portas abertas é inversamente proporcional à resistência das portas.

A preguiça é muita e é induzida pelos critérios de mediania dominantes.

Entre as letras e as artes de consumo trabalhoso e as de consumo preguiçoso, tenderão a acentuar-se as segundas.

A música e o cinema, a televisão e a moda, são de consumo preguiçoso.

Há muita coisa que não vale a pena tentar explicar. Primeiro, porque já está mais que explicada há muito, depois porque não é por falta de explicação que as coisas mudam.

Cinema



A Sony Pictures começa hoje a fazer a divulgação de 'O Código Da Vinci', adaptação para os cinemas do livro de Dan Brown, e que será realizado por Ron Howard, com as filmagens a começarem em Junho. A data de estreia está marcada para o dia 19 de Maio de 2006.

Ian McKellen (será Sir Teabing), Alfred Molina (no papel do Bispo Arigarosa) e Jean Reno (Bezu Fache) estão certos no elenco. O argumentista deste novo filme será Akiva Goldsman.


sexta-feira, maio 06, 2005

Na era da Unformática



sem palavras...