terça-feira, março 14, 2006
terça-feira, março 07, 2006
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Polícias e Cartoons: Diferenças e Semelhanças
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Mordomias
Como já calculávamos a estadia no Brasil da Fátima Felgueiras foi paga pelo estado português. Cinquenta mil euros devem ter servido para umas caipirinhas, uns relaxamentos, umas passeatas, umas refeições, ...
Segurança Social
Terei ouvido bem aquele ministro baixote afirmar ontem na Assembleia da Reública que a Segurança Social dá lucro? Então em que é que ficamos? Os nossos impostos servem ou não para pagar as nossas reformas? Parece-me que nos continuam a gozar...
Serão aceites resultados combinados?
A proposta do Prof. Freitas do Amaral de um campeonato euro-árabe de futebol é extraordinária. Todos nós entendemos de futebol. Coloquemos a seguinte questão ao nosso extraordinário ministro dos Negócios Estrangeiros: o que acontece se formos nós a ganhar?
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Dignidade
Sampaio podia acabar o mandato com dignidade? Poder, podia mas fazer de um simples ministro o seu interlocutor para discutir a questão EDP não lembra ao Diabo. Julguei que o seu interlocutor seria o primeiro-ministro mas, pelos vistos, não tem de ser... Se permanecesse muito mais tempo em Belém ainda receberia um director-geral...
Cáceres Monteiro
Na minha adolescência, ele foi um verdadeiro Mestre na arte de bem escrever e uma referência no mundo do jornalismo. Eram os tempos de "O Jornal", mais tarde a "Visão". Dificilmente será esquecido.
Boas festas
Serve o presente post para agradecer todas as mensagens de Boas Festas chegadas ao autor do blog. Sinceramente, obrigado!
sexta-feira, outubro 14, 2005
O desemprego
Gordon Brown escreveu sobre a questão um texto que vale a pena ler: Global Europe: full-employment Europe.
quarta-feira, setembro 21, 2005
Simon Wiesenthal ( 1908 - 2005 )
O Mundo deve muito a este homem. Que nunca se ignore aquilo que ele combateu.
A Simon Wiesenthal, consciência da shoah. Obrigado.
terça-feira, agosto 23, 2005
Diferenças...
Diferenças/semelhanças entre dois Aeroportos...
Áreas:
Aeroporto de Málaga: 320 hectares,
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas:
Aeroporto de Málaga: 1 pista,
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego (2004):
Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento 7% a 8% ao ano.
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal. Investimento de 191 milhões de euros. Capacidade de 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continuará a 8 Km da cidade e a ter uma só pista.
Lisboa: 1 novo aeroporto. Investimento de 3000 a 5000 milhões de euros. Solução faraónica a 40 Km da cidade.
Áreas:
Aeroporto de Málaga: 320 hectares,
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas:
Aeroporto de Málaga: 1 pista,
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego (2004):
Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento 7% a 8% ao ano.
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal. Investimento de 191 milhões de euros. Capacidade de 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continuará a 8 Km da cidade e a ter uma só pista.
Lisboa: 1 novo aeroporto. Investimento de 3000 a 5000 milhões de euros. Solução faraónica a 40 Km da cidade.
segunda-feira, julho 25, 2005
Será verdade...
que a esquerda portuguesa é original, refrescante, inovadora, surpreendente, diversificada, lúcida e está sempre virada para o futuro ?
que, caso ganhe as eleições, Soares vai acumular a reforma de Presidente da república com o ordenado de Presidente da República ?
que Soares tenha declarado em Dezembro de 2004: "Basta, não assumirei mais cargos políticos." ?
que Sócrates vai alterar radicalmente a idade da reforma ?
que Veiga Simão substituirá em breve a ministra da Educação ?
que Scolari não confirma nem desmente a chamada de Eusébio à selecção ?
que Sampaio se candidatará à Presidência da República em 2030 ?
que a Ota vai para a frente "por causa dos terrenos" ?
que Diana Andringa tenta provar não ter havido assaltos nos comboios da Linha de Sintra ?
que, caso ganhe as eleições, Soares vai acumular a reforma de Presidente da república com o ordenado de Presidente da República ?
que Soares tenha declarado em Dezembro de 2004: "Basta, não assumirei mais cargos políticos." ?
que Sócrates vai alterar radicalmente a idade da reforma ?
que Veiga Simão substituirá em breve a ministra da Educação ?
que Scolari não confirma nem desmente a chamada de Eusébio à selecção ?
que Sampaio se candidatará à Presidência da República em 2030 ?
que a Ota vai para a frente "por causa dos terrenos" ?
que Diana Andringa tenta provar não ter havido assaltos nos comboios da Linha de Sintra ?
quinta-feira, junho 30, 2005
Os Quinhentos
Escrito por Eduardo Pitta em daliteratura.blogspot.com
No momento em que a SIC Notícias deu o «directo», a perplexidade foi geral. Um arrastão na praia de Carcavelos? Envolvendo 500 indivíduos? O que é um arrastão...? Explicada a natureza do arrastão, a televisão, o mais que conseguiu, foi entrevistar banhistas que «não tinham» visto nada, e um empregado de bar, ou coisa parecida, que relatou vagamente o sucedido, referindo «centenas de pessoas». Percebeu-se logo que dizia «pessoas» para não dizer negros. Entalada entre o Forte de São Julião da Barra e a Ponta da Rana, a praia de Carcavelos tem um areal generoso: quilómetro e meio de ponta a ponta, cem metros de largo em dois terços da extensão. É a maior praia da linha do Estoril, só ultrapassada na região de Lisboa pela Costa da Caparica. Cabe lá muita gente: 30 mil banhistas foi o número apontado para essa tarde. Era o feriado do 10 de Junho, o dia estava tórrido. Não sei se o número é exacto. Sei que bastava metade desse número para impossibilitar, repito, impossibilitar, uma «maratona» de 500 indivíduos. Quinhentos indivíduos é o equivalente a quatro companhias do exército, ou, se preferirem, o equivalente a um batalhão (4x125). Ninguém, nos media, parou um minuto para pensar na evidência: o gang era um batalhão... Com o areal coberto, como é que um batalhão atravessa a praia? Passa por cima. À bruta. E ninguém reage? Afinal de contas, o arrastão não é uma dança de salão. O método não era de excluir. Mas como de tudo resultaram três feridos (um polícia, uma mulher que cortou o pé esquerdo num caco de vidro, e uma rapariga que levou uma cacetada por engano), um queixoso (um emigrante do Leste que ficou sem o fio de ouro), e três ou quatro detenções sem consequência, temos de concluir que foi um curioso arrastão. Tão curioso que os 500 indivíduos desapareceram todos num ralo. Já tínhamos a inventona, agora temos também a arrastona. Até aqui tudo releva do «disparate»: inépcia jornalística, contra-informação, etc. No dia seguinte, a BBC e a CNN mostraram imagens da polícia no areal, arma em riste, e grupos de rapazes negros. Mais histerismo. Anteontem os 500 já eram 70, e hoje parece que são «perto de 40». O busílis não é o arrastão. O busílis é que o arrastão chegou ao Parlamento num tom que não prenuncia nada de bom: «500 delinquentes negros», adjectivos fortes, etc. Aquilo que parecia uma «manobra» falhada (muito mal explicada pela polícia), uma «manobra» que os media «venderam» sem se dar ao trabalho de tentar juntar as pontas soltas, ganha contornos extremamente inquietantes. O pior é que pode ser um ponto de não-retorno.
No momento em que a SIC Notícias deu o «directo», a perplexidade foi geral. Um arrastão na praia de Carcavelos? Envolvendo 500 indivíduos? O que é um arrastão...? Explicada a natureza do arrastão, a televisão, o mais que conseguiu, foi entrevistar banhistas que «não tinham» visto nada, e um empregado de bar, ou coisa parecida, que relatou vagamente o sucedido, referindo «centenas de pessoas». Percebeu-se logo que dizia «pessoas» para não dizer negros. Entalada entre o Forte de São Julião da Barra e a Ponta da Rana, a praia de Carcavelos tem um areal generoso: quilómetro e meio de ponta a ponta, cem metros de largo em dois terços da extensão. É a maior praia da linha do Estoril, só ultrapassada na região de Lisboa pela Costa da Caparica. Cabe lá muita gente: 30 mil banhistas foi o número apontado para essa tarde. Era o feriado do 10 de Junho, o dia estava tórrido. Não sei se o número é exacto. Sei que bastava metade desse número para impossibilitar, repito, impossibilitar, uma «maratona» de 500 indivíduos. Quinhentos indivíduos é o equivalente a quatro companhias do exército, ou, se preferirem, o equivalente a um batalhão (4x125). Ninguém, nos media, parou um minuto para pensar na evidência: o gang era um batalhão... Com o areal coberto, como é que um batalhão atravessa a praia? Passa por cima. À bruta. E ninguém reage? Afinal de contas, o arrastão não é uma dança de salão. O método não era de excluir. Mas como de tudo resultaram três feridos (um polícia, uma mulher que cortou o pé esquerdo num caco de vidro, e uma rapariga que levou uma cacetada por engano), um queixoso (um emigrante do Leste que ficou sem o fio de ouro), e três ou quatro detenções sem consequência, temos de concluir que foi um curioso arrastão. Tão curioso que os 500 indivíduos desapareceram todos num ralo. Já tínhamos a inventona, agora temos também a arrastona. Até aqui tudo releva do «disparate»: inépcia jornalística, contra-informação, etc. No dia seguinte, a BBC e a CNN mostraram imagens da polícia no areal, arma em riste, e grupos de rapazes negros. Mais histerismo. Anteontem os 500 já eram 70, e hoje parece que são «perto de 40». O busílis não é o arrastão. O busílis é que o arrastão chegou ao Parlamento num tom que não prenuncia nada de bom: «500 delinquentes negros», adjectivos fortes, etc. Aquilo que parecia uma «manobra» falhada (muito mal explicada pela polícia), uma «manobra» que os media «venderam» sem se dar ao trabalho de tentar juntar as pontas soltas, ganha contornos extremamente inquietantes. O pior é que pode ser um ponto de não-retorno.
quarta-feira, junho 22, 2005
Haverá país como este?
(Clicar na imagem)
ESTA imagem continua actual, cinco anos depois.
Foi-me enviada com a seguinte explicação:
«Fui recentemente aos Correios na Baixa de Lisboa e fui atendida por uma dessas novas funcionárias dos Palops. (...) perguntou o nome para colocar no recibo.
Sem dar importância, disse-lhe que deixasse em branco. Agora poderão ver (...) o que a funcionária escreveu no local do meu nome.
Maria Orlanda da Fonseca Rodrigues»
A sociedade actual...
"Dois amigos passeiam numa floresta. De súbito, ao longe, um tigre avista-os e avança na sua direcção.
Rapidamente, um deles abre a mochila, tira um par de ténis, e começa a calçá-los.
«Pensas correr mais depressa do que o tigre por causa desses ténis?!» - pergunta o outro, a tremer.
«Não, só quero é correr mais depressa do que tu»
Rapidamente, um deles abre a mochila, tira um par de ténis, e começa a calçá-los.
«Pensas correr mais depressa do que o tigre por causa desses ténis?!» - pergunta o outro, a tremer.
«Não, só quero é correr mais depressa do que tu»
segunda-feira, junho 13, 2005
Arrastão
Para ler com atenção o post de Pacheco Pereira e o comentário de Miguel Morujo.
"DAS DUAS, UMA
Ou a polícia está completamente cega quanto ao que se passa em certos bairros de Lisboa e não tem um informador sequer que a previna de algo que mobilizou quinhentas pessoas, ou seja que milhares souberam com antecedência; ou toda esta história está mal contada e não são quinhentos, nem foi combinado, e alguma coisa aconteceu na praia que não aparece nos jornais. Há uma terceira hipótese que me parece tão absurda que a recuso: a polícia sabia e não fez nada.
O ministro tem muitas explicações a dar e depressa."
José Pacheco Pereira
*
"Sobre o seu post «Das duas uma» e lendo o DN, parece de facto que a história não foi bem contada, pelo menos nas televisões:
«O pânico gerou-se ontem ao início da tarde na praia de Carcavelos, quando centenas de indivíduos, em bandos, começaram de repente a assaltar e a agredir os banhistas. [...] Os distúrbios terão tido início quando uma bando roubou um fio de ouro a um imigrante de Leste, espancando-o, contou ao DN Bruno Marques, um dos banhistas presentes no local. Esta situação foi testemunhada pela responsável de um café da zona, que logo fechou o estabelecimento e chamou a polícia. O tempo de chegada das forças de segurança, ainda que curto, foi suficiente para que, como que por simpatia, outros bandos que ali tomavam banhos de sol aproveitassem a oportunidade para tentar a sua sorte. Gerou-se, então, o caos. Várias crianças perderam-se dos pais, com os bandos a assaltarem quem estivesse mais a jeito, agredindo os que ofereciam resistência.
Nada fazia prever que aquela onda de violência surgisse tão de repente. De acordo com fonte policial, os bandos eram banhistas que, aliás, são frequentadores habituais daquela praia. "Reagiram por simpatia ao verificarem a oportunidade", contou. Não houve, portanto, nenhum assalto organizado à praia, nem qualquer estratégia concertada entre gangs. "A pólvora estava lá e bastou que alguém acendesse o rastilho", explicou o interlocutor do DN.»
De facto, é "interessante" que nenhuma televisão, nas reportagens que vi, tenha colocado ênfase à aparente espontaneidade do "arrastão". E mais: que não houve assalto organizado..."
Miguel Marujo
"DAS DUAS, UMA
Ou a polícia está completamente cega quanto ao que se passa em certos bairros de Lisboa e não tem um informador sequer que a previna de algo que mobilizou quinhentas pessoas, ou seja que milhares souberam com antecedência; ou toda esta história está mal contada e não são quinhentos, nem foi combinado, e alguma coisa aconteceu na praia que não aparece nos jornais. Há uma terceira hipótese que me parece tão absurda que a recuso: a polícia sabia e não fez nada.
O ministro tem muitas explicações a dar e depressa."
José Pacheco Pereira
*
"Sobre o seu post «Das duas uma» e lendo o DN, parece de facto que a história não foi bem contada, pelo menos nas televisões:
«O pânico gerou-se ontem ao início da tarde na praia de Carcavelos, quando centenas de indivíduos, em bandos, começaram de repente a assaltar e a agredir os banhistas. [...] Os distúrbios terão tido início quando uma bando roubou um fio de ouro a um imigrante de Leste, espancando-o, contou ao DN Bruno Marques, um dos banhistas presentes no local. Esta situação foi testemunhada pela responsável de um café da zona, que logo fechou o estabelecimento e chamou a polícia. O tempo de chegada das forças de segurança, ainda que curto, foi suficiente para que, como que por simpatia, outros bandos que ali tomavam banhos de sol aproveitassem a oportunidade para tentar a sua sorte. Gerou-se, então, o caos. Várias crianças perderam-se dos pais, com os bandos a assaltarem quem estivesse mais a jeito, agredindo os que ofereciam resistência.
Nada fazia prever que aquela onda de violência surgisse tão de repente. De acordo com fonte policial, os bandos eram banhistas que, aliás, são frequentadores habituais daquela praia. "Reagiram por simpatia ao verificarem a oportunidade", contou. Não houve, portanto, nenhum assalto organizado à praia, nem qualquer estratégia concertada entre gangs. "A pólvora estava lá e bastou que alguém acendesse o rastilho", explicou o interlocutor do DN.»
De facto, é "interessante" que nenhuma televisão, nas reportagens que vi, tenha colocado ênfase à aparente espontaneidade do "arrastão". E mais: que não houve assalto organizado..."
Miguel Marujo
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