«Antigo annuncio curiozo»
VINHO BRANCO
Dos 100 PP
Preciosíssima pinga, própria para paladares primororosos, produzida por principescas parreiras privilegiadas, proclamadas primeiríssima plan[t]a.
Parecerá parcialidade preconisar productos próprios: para profícua propaganda precisamos porém, por persuasivas palavras, por provas palpáveis, por processos práticos, patentear publicamente preclaro parecer produzido pachorrentamente por provadores portuenses, profissionais, proverbialmente probos:
PARECER
Pinga pura, pagã, preparada por processos plenamente privativos, prevenindo proficientemente possíveis perdas primitivo precioso perfume.
Primacial para presentes, para petisqueiras, para pacificar polémicas, produzir paixões, prodigalisar prazeres, prevenir preocupações: - profícuo para pretensões. Pomos ponto.
População Portuense!
Pela pureza, pelo preço, pela preciosidade, por patriotismo preferi persistentemente o
VINHO BRANCO DOS 100 PP
Pedro Pires
Paulino Pereira e Polycarpo Paiva
Provadores Portuenses
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(reproduzido no «Tripeiro» de 1926)
VINHO BRANCO
Dos 100 PP
Preciosíssima pinga, própria para paladares primororosos, produzida por principescas parreiras privilegiadas, proclamadas primeiríssima plan[t]a.
Parecerá parcialidade preconisar productos próprios: para profícua propaganda precisamos porém, por persuasivas palavras, por provas palpáveis, por processos práticos, patentear publicamente preclaro parecer produzido pachorrentamente por provadores portuenses, profissionais, proverbialmente probos:
PARECER
Pinga pura, pagã, preparada por processos plenamente privativos, prevenindo proficientemente possíveis perdas primitivo precioso perfume.
Primacial para presentes, para petisqueiras, para pacificar polémicas, produzir paixões, prodigalisar prazeres, prevenir preocupações: - profícuo para pretensões. Pomos ponto.
População Portuense!
Pela pureza, pelo preço, pela preciosidade, por patriotismo preferi persistentemente o
VINHO BRANCO DOS 100 PP
Pedro Pires
Paulino Pereira e Polycarpo Paiva
Provadores Portuenses
domingo, outubro 08, 2006
Eduardo Cintra Torres no Público de hoje
"A blogosfera protestou: o Telejornal de 5 de Outubro remeteu para segunda linha o discurso de Cavaco Silva e a manifestação de professores. De facto, o jornal da RTP dedicou os primeiros 15m29s a um sequestro num banco em Setúbal; seguiu-se o aumento das taxas de juro; só aos 22 minutos do noticiário veio a maior manifestação de professores de sempre, que teve direito a 2m32s, isto é, metade do futebol e o mesmo que os 50 anos dos livros da Anita. O discurso do Presidente e a abertura do Palácio de Belém tiveram direito a 7m23s, mas só depois da primeira meia hora de Telejornal. Os protestos da blogosfera são correctos, porque o Telejornal deveria ser a janela do serviço público informativo. (...) Com uma blogosfera activa, torna-se mais difícil aos poderes e aos que vergam às pressões nos media tradicionais fazer passar propaganda e malabarismos informativos. Esta atitude activa da blogosfera é tanto mais importante quanto uma parte significativa da imprensa tradicional se alheia, incrivelmente, deste tipo de análise, fazendo um jornalismo sobre TV muito desviado da realidade: nas últimas semanas, recebi duas dúzias de telefonemas de jornalistas de outros media interessados em saber, ou sobre a minha carteira profissional de jornalista, ou a minha opinião sobre os Morangos, Floribella, Jura, "guerra" SIC-TVI... mas nada sobre o condicionamento político da informação - que é um tema de interesse activo para quem lê jornais, como se vê pela blogosfera."
quinta-feira, outubro 05, 2006
Rica independência...
Houve hoje em Portugal dois acontecimentos marcantes: o discurso do Presidente da República e a manifestação de professores. A TVI abriu o seu jornal das 20 com a manifestação, a RTP e a SIC optaram pelo sequestro de Setúbal. Significativo.
terça-feira, outubro 03, 2006
terça-feira, junho 27, 2006
O Presente
O que se passa no país para lá do futebol? Como dizem alguns, estamos em stand-by até Outubro. Depois do Mundial virão os comentaristas procurar as razões do insucesso português, a seguir as férias e logo depois a rentrée. Até lá, Sócrates vai descansando, as maternidades serão fechadas, as multinacionais vão-se embora e os governantes assobiarão para o lado. Entre um golo e um mergulho, os serial-killer continuarão activos e os incêndios chegarão apesar de todas as promessas que desta vex é que é. Não, não é. São sempre simpáticas as declarações em conferências de imprensa solenes ( "temos a situação controlada", "há um ano que estamos a preparar o combate aos fogos florestais" ) mas rapidamente acordamos e voltamos à realidade. Não se pode fazer nada, "a culpa é da natureza". Pois...
quarta-feira, junho 21, 2006
terça-feira, junho 13, 2006
Eugénio de Andrade
Morreu há um ano.
António Lobo Antunes escreveu o seguinte em Maio de 2004 numa crónica da Visão:
«O poeta Eugénio de Andrade está muito doente. É meu amigo e não tenho coragem de o visitar. Quando ia à sua casa, no Passeio Alegre, um espaço de cuidadosa brancura diante das palmeiras e do mar, recebia-me com vinho fino, biscoitos, livros, pequenas atenções que me tocavam, conforme me tocava a sua delicadeza, a sua fidalguia. A mesa de mármore para escrever. Nunca me disse mal de ninguém e a vaidade que o habitava, tão ingénua, comovia-me. (...) A sua solicitude e a sua ternura em relação a mim eram infinitas. Já doente e estando eu em Roma para um prémio, o padre e poeta José Tolentino Mendonça, que ele apreciava grandemente e é um dos poucos que admiro e respeito, contava-me que o Eugénio o chamava, preocupado que eu estivesse bem. Punha, na camaradagem, um desvelo fraterno (...) Dele recebi, durante anos e anos, inúmeras provas de estima. Censuro-me não o visitar agora; é que não suporto vê-lo acabar assim, reduzido a um pobre fantasma titubeante. A ele, que tanto prezada a beleza e a sua própria beleza (o Eduardo Lourenço, amigo de ambos - E então chegou-nos a Coimbra aquele Rimbaud) a doença resolveu destruí-lo, horrivelmente, no que mais lhe importava, tornando-o um Rimbaud desfigurado, dependente, trágico (...). Ao Eugénio prefiro lembrá-lo como o conheci: orgulhoso, altivo, falando-me de jacarandás e frésias, amando (e era verdade) o 'repouso no coração do lume'. E, depois, havia pequenos actos que o definiam inteiro: uma das ocasiões em que fui ao Porto encontrei um livro de Jorge de Sena, um livro póstumo, horrível, em que Sena atacava companheiros de viagem (Cesariny e Vitorino Nemésio, por exemplo, muito melhores artistas do que ele) de um modo tão vil que me indignou. Referi o livro ao Eugénio. Ele ficou longamente em silêncio e, depois, tirou o seu exemplar de baixo de um móvel e poisou-o no sofá. Segredou - Tinha-o aqui escondido, sabe, porque não queria que pensasse mal do Jorge. (...) Reparo, agora, que estou a relatar tudo isto no passado, como se o Eugénio tivesse morrido. Talvez porque o homem que continua vivo não é ele. Talvez por pudor meu. Talvez porque o fim de um amigo me seja difícil. (...)»
António Lobo Antunes escreveu o seguinte em Maio de 2004 numa crónica da Visão:
«O poeta Eugénio de Andrade está muito doente. É meu amigo e não tenho coragem de o visitar. Quando ia à sua casa, no Passeio Alegre, um espaço de cuidadosa brancura diante das palmeiras e do mar, recebia-me com vinho fino, biscoitos, livros, pequenas atenções que me tocavam, conforme me tocava a sua delicadeza, a sua fidalguia. A mesa de mármore para escrever. Nunca me disse mal de ninguém e a vaidade que o habitava, tão ingénua, comovia-me. (...) A sua solicitude e a sua ternura em relação a mim eram infinitas. Já doente e estando eu em Roma para um prémio, o padre e poeta José Tolentino Mendonça, que ele apreciava grandemente e é um dos poucos que admiro e respeito, contava-me que o Eugénio o chamava, preocupado que eu estivesse bem. Punha, na camaradagem, um desvelo fraterno (...) Dele recebi, durante anos e anos, inúmeras provas de estima. Censuro-me não o visitar agora; é que não suporto vê-lo acabar assim, reduzido a um pobre fantasma titubeante. A ele, que tanto prezada a beleza e a sua própria beleza (o Eduardo Lourenço, amigo de ambos - E então chegou-nos a Coimbra aquele Rimbaud) a doença resolveu destruí-lo, horrivelmente, no que mais lhe importava, tornando-o um Rimbaud desfigurado, dependente, trágico (...). Ao Eugénio prefiro lembrá-lo como o conheci: orgulhoso, altivo, falando-me de jacarandás e frésias, amando (e era verdade) o 'repouso no coração do lume'. E, depois, havia pequenos actos que o definiam inteiro: uma das ocasiões em que fui ao Porto encontrei um livro de Jorge de Sena, um livro póstumo, horrível, em que Sena atacava companheiros de viagem (Cesariny e Vitorino Nemésio, por exemplo, muito melhores artistas do que ele) de um modo tão vil que me indignou. Referi o livro ao Eugénio. Ele ficou longamente em silêncio e, depois, tirou o seu exemplar de baixo de um móvel e poisou-o no sofá. Segredou - Tinha-o aqui escondido, sabe, porque não queria que pensasse mal do Jorge. (...) Reparo, agora, que estou a relatar tudo isto no passado, como se o Eugénio tivesse morrido. Talvez porque o homem que continua vivo não é ele. Talvez por pudor meu. Talvez porque o fim de um amigo me seja difícil. (...)»
terça-feira, março 21, 2006
terça-feira, março 14, 2006
terça-feira, março 07, 2006
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
Polícias e Cartoons: Diferenças e Semelhanças
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Mordomias
Como já calculávamos a estadia no Brasil da Fátima Felgueiras foi paga pelo estado português. Cinquenta mil euros devem ter servido para umas caipirinhas, uns relaxamentos, umas passeatas, umas refeições, ...
Segurança Social
Terei ouvido bem aquele ministro baixote afirmar ontem na Assembleia da Reública que a Segurança Social dá lucro? Então em que é que ficamos? Os nossos impostos servem ou não para pagar as nossas reformas? Parece-me que nos continuam a gozar...
Serão aceites resultados combinados?
A proposta do Prof. Freitas do Amaral de um campeonato euro-árabe de futebol é extraordinária. Todos nós entendemos de futebol. Coloquemos a seguinte questão ao nosso extraordinário ministro dos Negócios Estrangeiros: o que acontece se formos nós a ganhar?
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Dignidade
Sampaio podia acabar o mandato com dignidade? Poder, podia mas fazer de um simples ministro o seu interlocutor para discutir a questão EDP não lembra ao Diabo. Julguei que o seu interlocutor seria o primeiro-ministro mas, pelos vistos, não tem de ser... Se permanecesse muito mais tempo em Belém ainda receberia um director-geral...
Cáceres Monteiro
Na minha adolescência, ele foi um verdadeiro Mestre na arte de bem escrever e uma referência no mundo do jornalismo. Eram os tempos de "O Jornal", mais tarde a "Visão". Dificilmente será esquecido.
Boas festas
Serve o presente post para agradecer todas as mensagens de Boas Festas chegadas ao autor do blog. Sinceramente, obrigado!
sexta-feira, outubro 14, 2005
O desemprego
Gordon Brown escreveu sobre a questão um texto que vale a pena ler: Global Europe: full-employment Europe.
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