terça-feira, novembro 23, 2004

Um Poema de Fiama

CANTO DOS LUGARES

Tantas vezes os lugares habitam no Homem
e os homens tantas vezes habitam
nos lugares que os habitam, que podia
dizer-se que o cárcere de Sócrates,
estando nele Sócrates, não o era,
como diz Séneca em epístola a Hélvia.

Por isso cada lugar nos mostra
uma vida clara e desmedida,
enquanto o Tempo oscila e nos oculta
que é curto e ambíguo
porque nos dá a morte e a vida.

E os lugares somente acabam
porque é mortal cada homem
que houve em si algum lugar.

3 comentários:

Roberto Iza Valdes disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Anónimo disse...

Olá gostaria que vc desse uma analisada nestes 3 textos: quanto ao estilo e a qualidade . meu email é: pandoraaedo@yahoo.com.br

Desde já obrigada!


A CERTEZA DA FRENTE DE TRABALHO

O nó tremulo de uma forca
Cortando minha espinha
Gota a gota castrando meu ar
Á caminho de um cavalo preto
Que suga a seiva do tempo
De uma existência em terno de vidro
De um caminho em josé arrastado
Na formulação de um mundo em debalde
Na confusão de tempos perdidos
Sugando as impurezas da vida
Vislumbrando uma morte perfeita
Surreal enfeitada com ternos
Bermudas em ângulo
De uma montanha de fogo
Queimando minhas víceras
Vigiadas por amebas
Uma a uma tinha um fio
Que transportava o citoplasma da goma
Catarro podre de um ventre mamado
Mamãe acode a cria peçonha
Um porco andalho
Focinhos de cobra
O barato da soma é matar o restante
O recato do homem é sorver a mentira
De seu podre encanto
No saúdo do alien
Cobertos de sardas , compradas na gema
Do sol inerente que suga a morte
Da lei de venudo que mina o conto
Do conde lambido na venta da hóstia
Da cabra leiteira que mira seu corte
Francisco assado cumpriu sua pena
Lavou sua pena
Comprou um velório
Perdeu a viagem por falta de tempo
Acabou na berlinda de fracos produtos
Bigodes inflados garganta sem nó
Dali de peruca raspando seu ventre
Bigode envergado ,suspenso á gravidade
Suporte de anjo na guarda dos sonhos
Comprou uma tela virou um mendigo
Dedicado a seu ramo de rosa em público
Logrando o cobre membrana perene
Distorce a facada
Suaviza um lúgubre enterro
Ao ponto do morto
Chocar a massa cefálica
Com a amamentada criança
Algoz de si mesma , soberana em sorver
Proprietários rurais, poliglotas em sal
No turíbulo do salmo
Quarenta centavos , cozidos ao banho
Maria corneta
Pregou minha morte
Diminuiu a estante
A um mero orador
As crianças calaram-se e riram em silencio
Com a repugnância de velhos caminhos
Sinuosos em titular a expressão
Surreava no supor da alavanca universal
A doutrina do orador que acusa
O ocaso de uma trasposiçaõ laica
Na jefenes humanitária matar
Como se brinca ao pé de um berço
Criado em deduso antagônico
Para ser a certeza , na lista de defuntos
Que roubei de certa dama
Morta em viniu
Cintilada em desordem
Arrumei o armário , separei o feijão
No sertão de conquistas
Conquistei sete palmos
Abaixo a lavra, de uma boa facada
A mosca trina provisória
Que derrubou um primoroso orador
Não se conhece a sutileza de uma vida ao ponto de perde-la
Nada é a verdadeira aspiração da luta
A morte em devaneio do inútil
A irracionalidade de quem não sabe chorar
A expressão arcaica do controle
Um tiro na boca
Dilacerando os lóbulos de um pilar
Um ribalta enfadado e norronho
Um desejo que potrefa no culto a morte
Resplandescente realeza de gesto
A mente humana
Infinitamente voltada para a loucura
Em jocosas semânticas de fazer
Em mãos dadas a implosão de balelas
A visão cotidiana da morte
Arpado num solene emcontro com a mesma
A comando da egocêntrica existência
Amigos decepados ao molho
Destruir a identidade de uma dor
Ao sabão que da banha se lava
A banheira em nitroglicerina enlatada
Esbofetiar a realidade até a morte
Reduzi-la a um mero monstrinho
Coceifar a desgraça alheia
Abrasar uma ostra com merda
Calientar um pingüim na fogueira
Explodir a modorra do tempo
Abanar uma casa em efeito
Destruir esplendores de fuga
Mediante um amigo imaginário
Saiba mata-lo , matando a si mesmo
O avião decola a varias pontas, na falta de oxigênio
Existe uma arte primordial
Na qual todos passarão ileso
A graça é ser lesado
Como uma mosca esmagada na selva
Replicar uma ofegância em sono
Alterar a própria dimensão
Cria-la é outro ensaio
Uma jaula de dor e privações
Uma flor que congestiona-se a cada milésimo
Seguramente as marcas são um relo
Cravados na insegurança de um punhal
A lançar-se perante o bucho
A arrancar-lhe as tripas
Cuspir uma ameba
Na roxa lesão de um ego rebolto
De uma salva conduta perfeita
Controlar um exército de mariposas
Cálidas serpentes sem sangue
Que se fazem mortas a um segundo
Seguro a placenta da morte
Do sangue latejando na língua
Da alavanca universal travada em lutos
A provisão da triva mosqueta é uma risada
Inexpressiva no que se dispõe
Em sorumbática vala de conhecimentos torpes
A querra de uma macha fúnebre
A alma foi salpicada
As víceras na mão latejando
Ao encontro da boca
O sangue borbulha
A inutilidade humana corroe meus tímpanos
Na aurora boreal
Amebas cativas e bucosas
Mucosas na via de fato
O jasão perfeito da soma
Na perene caustrofobia
As imagens acusam, esclerose múltipla
Ingestão de finados , o fidalgo também
Já matou tua vaga campestre andorinha
Capturada na mão
Crucificada em deduso de saber respirar
A prole ...asmátoide da calma
Maníacos...Fulanos...Fulanos...Menino
Calcado em setas , o padre de saias
A velha safada castigou a velhice
Com um parto interno , o filho é Chico
O trabalho da mãe é certo ao cocho
De que somos cabalas
De podridão uterina
No oráculo dos mortos
Da dor capital
Percapitou um monstrinho
O mais belo diga-se de passagem
Um passaporte para os surdos que adoram charadas
Desseque tua venta , e coma seus nervos
Neurônios sem gana
Reproduzem um guarda-chuva
Erguido no mais feio encontro
De uma costura sem teto
Más fazia roupas das vezes da época
Era até simplório
Viveu no mais feio dos mundos
Engolindo morcegos
Travados na língua
Na pária outrora calamo
Mortemas no périplo de onudos
Caducos na eufemia de oneratos
O velho das manhas
Cabaça na pança
Nirvana olente, poroso
Em facínora resenha
Cantar uma bossa
Saltar da maxixe
Xingar as pestanas da alba funesca
Cantar um conceito
Depor o herói
Oratório e cínico
Comer a merda olente
No féretro castigo urbano
Mancar de joelhos
Rezando a lista
Chocando a certeza
Matando a beleza
De um corte factral no pé da garganta
Jorrando em seiva
Um servo em parca
Palavras de um doido
Elegia de mãe
A garganta seca
Começa a minguar , para o peito da vinda
Chamando seu pai acaba no podre
De um criado mudo perfeito
Sua façanha é em muito soberba
Conquistar a morte é algo merecivel
Na displicência de matar a ciência
Sufortar a liberdade no viço opaco
Coberto de sangue orelhas em réuva
Na selva de almas, prisioneiros do ventre
Eterna jaula humana
Que promuga um ser a nascer
Na transcedência universal dos cegos
Cruzamor a cordilheira das focas
Enforcados no grito do velho
Chama-se Apoeno , costurado em tripa seca
Amordaçado no cume da ceita
Cevada de cortumes arcaicos
Sultura no turíbulo do manco
A barba branca espalhava-se em morno elo
Aliado a sorte cuspida no chão
Seus pés calejados choravam por calos
Canções de ninar para o velho morimba
Morgado em viver sugando cabalas
Calçava pilares, pisava na lama
Morreu acuado comendo pitangas
A conquista honrosa lhe rendeu bons frutos
Virou fazendeiro , perdeu o estero
Cumpriu a promessa de um dia suprir as premissas do filho
Casando maramba, com Minerva a deusa do caos
Erramos de novo nem deusa ela era
Sabia coçar os pés do defunto, assado em codorna
Honrado pedreiro coçou o chulé, morto em guerrilha
Roubou minha festa comemorou a chegada
Ceguei um velhinho que tentou me roubar
E agora o que eu faço para voltar
Decreto que ossos borbulhem na elegia
Primodialmente não sei sucitar
E o alienado José permaneceu em onírica ambigüidade
Tal qual um corvo onipotente por sua voz
Soavam as badaladas da noite que o tornavam
A facínora realidade humana
Elegia de jargos em nirvana
Torpes esbaques em xadrez
Afogado no poço quebrado
Opocéfalo entupido de diaporese
Escapou de um frívolo suicídio
Más e as moscas o que fazer com elas
Elas nadam na seiva , parecem acudir-se
De distúrbios reprimidos
Que nos relegam à cata do zelo
Que com sua oponência , manipula a falta de acordo
Entre o orador e o homem
Que sem jeito atravessa a rua
Para em fim ser atropelado
Pela essência primordial das coisas
A falta de coordenação em virtude do sispero
Na falência múltipla do tempo
De cócoras catando proezas
Provérbios de cogumelos cansados
Ao acaso de como gostais
O oratório em aplausos
Para Chico a nossa cria peçonha
Os gritos de uma velha
Acudida pela morte
Estirada no teto
Cortada em fatias
Como língua de sogra
Deliciosas manhãs, ao deleito de doces
Mergulhado em réuva , foi encolhendo a verdade
E o bebê foi crescendo, ao tamanho da essência
Capturou uma fonte e a ela nomeou rei
Até o dia em que a sorte, levou nseu criado
Cravado no alto de uma tenrra palmeira
Fritada em figueira chamando a mãe
Coitada já suja de tanto encrostar
As sábias escritas do velho sem pé
Cova de tripas, em triva de esteio
Cobranças em sumo escovado
E assim foi criado , engolindo a verdade a seco
O sangue requentado da mãe
Palpitava na língua
De criança demente
Educada em vinil
Para ser um tenor
Presunçoso comeu o resto da trama
De pais desmamados
Fortificados ao queixo de um homem magnífico
Que sabia mirar a fecunda dos campos
Cobertos de sangue
Palavras sem dedos
Rançados a força
A mando de Chico
Cuidado ministro
O baço amamenta a fonte de tudo
Me dá, teu visionário
Para te-lo por inteiro
Como um cão andaluz
Na prateleira do meu quarto
Enveredada de imagens
Que compõe um distúrbio
Chamado real
Na farta gestão do meu mestro
Promugado em ser um pequeno inseto
Que deturpa a realidade humana
E põe abaixo as dimensões do sentimento
Que em si é vazio e opaco
No que si dispõe a uma condenação justa
Nosso orador sabe pentear macacos
Na santa procissão dirigida por porcos
Inteligentes e esbeltas na fração alfa
Tal qual uma criança em riso
Que alguém enforcado e prismo
Conseda ao sábio a nona dimensão
Onde listas são quebradas como areia ardendo em fogo
Na contemplação alheia a sobra
Cavacos e tripas no lambo
A certeza comemora o tempo
O silêncio se satisfaz com tudo
Alguém cortou meus dedos
E em ervo a certeza mentiu
Tão bem que chico correu, a achar a tão velha palestra
Escreve a lúdicaesperança de um morto
Alçado em verdades que destorcem o enredo
De um velho antropófago,de renome poético
Em pauta o mérito de humanóides sem causa
Não me respondas , se não veres em si
Uma lagrima seca por entre rocosas
Palavras de um surdo, surreal embalado
Por pedaços de escárnio na ópera viva
De péssimos adereços, que eu finjo escoltar
Na acanhada almeja
No silêncio do tolo regaço de luz.
No cínico contrário
De ser comunicador
Oratório, “da lista
De trabalho à frente da certeza”.
Ass: CARLA CARVALHO



VAQUINHAS COMENDO PASTO

Com as próprias mãos a degolará com as víceras do crânio .
O futurismo compensa a alto fragelação humana
Tal qual uma mosca sem larva
Talvez o deslocamento emocional
Seja o motivador direto da criação do Ermo
Figura mitológica nas atividades “freudianas”
Rabuscada de recalcadas iliros
Comentava ser lebre de enveio
Firmava comentários repetidos
Era tido como rei da Babilônia
Casou-se com Anna
Moça lívida e cheia de nariz
Esbelta avessa a corles de pai
Tinha mão alevadas a um charuto
Era arregalada como luvas no pão
Vestia túnicas a altura dos pés
Coloridos a um babador
Tímida maltratava a realidade
Era fria e próspera ao aconchego
Tinha lapsos , só admitidos à realidade feminina
Era a transferência de energia da mãe
Malfeitora de atividades menos censuráveis
Que por fim deu-lhe o bigode do mundo
A lebre como boa franciscana
Com as próprias mãos . . .
A degolara com as víceras do crânio.
E como premio por tal ato, teve como merecimento,um bom ano de fartura,
Comia e bebia do melhor na corte.
A vida cotidiana dos sonhos
A lebre perdeu os ninchos
De sobra lhe restava a realidade
Tão almejada por Anna.
Completou seu mandato na tirania
E transferiu-se para a simbologia do campo
Comprou vaquinhas e fez o pasto dos sonhos
Virou ovelhas comendo batatas
Saldou as dividas
Do vinho e do leite
Vendeu os bodes e fez um investimento
Casual,tanques inteiros de vinho,e algumas garrafas de
Uma interessante especialidade dos latinos.
__ Cachaça da boa me enche a porca !
Por ventura se pôs a discutir seu destino.
Um rei venerado por todos;
__ Merda de rei, porcaria nenhuma
Subordinado talvez ,más um bom na conquista.
__Galã de avestruzes,sem medo no ventre!
Conquistou a patologia psicológica.
__ Não , senhor só o que fiz foi aliviar seu sofrimento.
Eras um filosofo de atitudes únicas e vermentes.
__ Falas-te certo ,era, sabe-se lá quando;
Talvez na era da maêutica materna
Foste um excelente filho dosado de senso crítico.
__ Obviamente sim ao ponto de assalos no forno a barro da furna.
Futuramente serás lembrado como gênio da arquitetura.
Formulou ambientes próprios a cada um de seus Mermos.
Sou mentira no encalço do detrimento.
Atravesso noites e dias perenes
Em busca de falsos sonhos, talvez tenha morrido.
E esqueceram de minha química orgânica
Na tarde ofegante de hoje
Castrandomeu delírio
Me acasalando com mantras do futurismo
Que fulgira como uma máquina
Controlada avessamente por mim
Na lógica incessante do racismo.
Vaqueiro pastoso, que travou a única higiene do mundo.
A querra de belas idéias que matam
Até uma vaca gorda e bêbadaque não sabe pastar.
O gesto destruidor dos anarquistas
Desposando o patriotismo de um gênio.
Capaz de abolir a pontuação
Na literatura de mentes cálidas
Dispondo os substantivos ao acaso como nascem
Em vastos pastos de ignorância
Desertos mecanicamente inóspidos.
Elípticas,querelas de um rei.
__ Um vagabundo isso sim!
__ Um menerdo de fados e crimes
__ Um punhal enhertado de merda.
Todo mundo em mecânica própria
Sabe da ignorância de seu ego
De sua pobre escassez perante o silêncio
Energúmenos crescem na minha horta
Vaquinhas a plantaram com a
Suavidade de quem mata a raiz
De todo mau que cresce no palmo
Esquerdo de sete cavalos
Que em cavalgada cetaram o Ermo
Em sua pequena moita de pano
E estendido por cotovelos de grilo
O Ermo brilhou como a mais pura ferrugem da grama
Sob as vacas, coitadas pequenas
A lebre morreu
Comendo pasto.


ESTERTORES
Convenhamos carcarás devoram miralos
Na arcada sutil da soberba
Caretas deslizam na alba funesca
Culminando em si um catride de erros

Carnaúbas em sales e vinho
Granido na clava urrante de veros
Clumata de trovadores berrecos
Abutre pequeno e sem cheiro

Ribalta em passos seguros no coito
Punhal de farpas na seiva amarga
Que potrefa na alfa cadeia da luz

Brindemos à farta sugestão
O sumo olente que vos observa
Contemplem meus ossos, castos e entregue aos corvos

A vida é um mastro de sentimentos e vicissitudes
Onde a abiose se reflete no éter da mente
Que a todos pertence
Más só um aedo observa
Na sua profundeza o recuo do medo

O homem no berço da casaca da alma
É um homem incalcado em pensares de parma.

Perdoar o antagonismo é subjugar a si mesmo
Assim, numa sanha em rubro idílio
Morrinhento suplico uma morte lenta e dolorosa
Surreava no Supor da Alavanca Universal.

Iza Roberto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.